menor metade.
Em algum lugar de um passado recente, um garoto tomou uma decisão mas se partiu ao meio. Um pedaço é o inteiro anterior, e vive sua vida de sempre. O outro pedaço está por aí, nas visões do inteiro quando ele pára. Ele parou num canto de um hospital e viu a metade menor vagando entre paredes sem cimento, quando um vento frio aterrissava naquele subúrbio. Ele viu a metade estática, fazendo o que sempre lhe deu prazer. Ele viu a metade menor em campos verdes, enquanto espiava da janela de um ônibus as paragens onde nunca passeou antes. Lá estava a metade no meio da pastagem, no meio do Brasil. Ele viu a metade menor em cantos escuros da sua sala de estar, no momento em que desejou ficar ao invés de se levantar e fazer seu trabalho entediante costumeiro. Cada vez que deixava sua metade nesses cantos, campos e coisas, partia outra metade em si sem sabê-lo.