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Mostrando postagens de março, 2007

Chama

Fulgor flácido indolente, nela corre amarelos escarlates despejando o orvalho incandescente e fascinando vidros especulares. É a chama objeto do momento em que a alma pára.

Das metáforas que o dono do blog usa em dias festivos, quando a galhofa e a auto-comiseração o tomam por inteiro

dói só um pouquinho.

Registro do breu

Os amigos bebiam naquela noite. O momento então pulsou, o futuro sumiu. Quando morreria?-interrogou em seus pensamentos. Não parecia mortal. Uma conversa fútil não o prendia. Era sobre algum posto numa universidade que frutificaria a desejada segurança dez anos depois. Conversas vazias portam o germe da reflexão. Imaginou um escritor entediado nos jantares dos saraus, vendo sóis fulgurantes numa sopa de lentilhas.