alfabeto

Quem escreve, sugere ao outro o que a gramática impõe. Somos obedientes ao tom silencioso de nossa alfabetização. Calado, ouço as vozes de muitas águas na leitura de cada sílaba. Uma vez queria escrever um jota, mas ler um efe, no entanto não consegui. Pensei, iludido, que a vida seria um texto a ser lido, que a leríamos segundo as regras de uma gramática celestial. À medida em que vivia, analfabetizava-se.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

As cinco solidões do imperador amarelo.

Deus