Dos seres abissais
Essas criaturas horrendas
De mil dentes e olhos brilhantes
Invadem os sonhos mais secretos
Após olhar o abismo, eu as vi
Saltitando entre um vazio e outro
Devorando lufadas de ar, os seres famintos clamavam
minha alma suicida
Mas a voz, essa mesma voz que o abismo me mostrara
Novamente a me sussurar, revelou-se
Tais seres não comem. Acaso queres pular?
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